Do PC de Bieber à estreia de Sonza: veja resumo do Coachella
Sabrina Carpenter, Karol G também se destacaram entre as principais estrelas

Luisa Sonza no Coachella 2026 (Reprodução YouTube)
No últimos dias 10, 11 e 12 de abril, o Coachella abriu sua edição de 2026 em Indio, na Califórnia, e manteve o posto de um dos festivais mais influentes do calendário pop global. No primeiro fim de semana, os headliners brilharam com apresentações bem diferentes.
Sabrina Carpenter chegou ao festival como estrela pop em fase de consolidação máxima. Justin Bieber fez um retorno de alto risco depois de anos de aparições esparsas. E Karol G subiu ao palco com o peso simbólico de se tornar a primeira mulher latina a encabeçar o festival.
VEJA OS DESTAQUES DO COACHELLA 2026
Além disso, o Coachella 2026 viu a força dos veteranos, como David Byrne e Iggy Pop. O público também assistiu à estreia de Luísa Sonza no festival. Confira abaixo os destaques do primeiro fim de semana do festival.
Justin Bieber
O momento de Bieber foi menos sobre a busca pela grandiosidade e mais sobre a recusa dela. Em sua primeira vez como headliner do festival, ele apareceu com uma apresentação minimalista: nenhuma coreografia, foco nas faixas recentes e um trecho inteiro em que navegou por vídeos antigos no Youtube (o astro vendeu seu catálogo no ano passado). Bom ou não, o show foi o grande tema de debate do fim de semana. Para parte da crítica, o astro soou vulnerável e coerente com a fase atual. Para outra, pareceu autocentrado e despreparado para o tamanho da ocasião.
Sabrina Carpenter
Se Bieber contrariou a lógica dos headliners, Sabrina Carpenter fez o contrário e levou essa lógica ao máximo. O show, que ela própria já havia definido antes do festival como o mais ambicioso da carreira, virou uma superprodução hollywoodiana, com cenários monumentais, interlúdios filmados e participações de nomes como Will Ferrell, Susan Sarandon e Samuel L. Jackson. Ela não escapou, no entanto, de uma pequena polêmica: foi acusada de insensibilidade cultural ao reclamar de fã “esquisita” que interrompeu sua apresentação com um tipo de celebração árabe.
Karol G
Karol G entregou o momento mais histórico do fim de semana. Ao se tornar a primeira mulher latina a encabeçar o Coachella, ela não tratou o feito como troféu individual, mas como afirmação do peso cultural da música hispânica naquele palco. A crítica destacou justamente esse equilíbrio entre produção grande, repertório voltado para o impacto coletivo e um discurso que conectou orgulho latino, contexto político e celebração popular.
David Byrne
David Byrne funcionou como lembrete de que o Coachella ainda pode abrir espaço para shows-conceito dentro de um line-up cada vez mais guiado por escala pop. O que mais repercutiu em sua apresentação não foi nostalgia automática, mas a maneira como ele articulou coreografia, banda em movimento e comentário político sem transformar o set em sermão. A combinação entre repertório de Talking Heads, material recente e imagens de protesto deu ao show uma densidade rara no festival, sem sacrificar comunicação com o público.
Iggy Pop
Iggy Pop apareceu como o veterano que não precisa ser tratado como peça de museu. Em sua terceira passagem pelo festival, voltou a fazer o básico que ainda desmonta muita gente mais jovem: entrou no show dentro de um caixão, sem camisa, comandou o palco com repertório direto e provou que presença física continua sendo uma linguagem própria. A cobertura do domingo destacou tanto os clássicos dos Stooges quanto o humor da performance.
Luísa Sonza
A estreia de Luísa Sonza no Coachella teve uma apresentação objetiva, apoiada em coreografia, funk, banda formada por mulheres e participação da argentina Emilia Mernes. O resultado foi uma inserção inteligente: suficientemente marcada para não passar despercebida, mas sem cair na armadilha de “vender brasilidade” de forma caricata para a plateia internacional. Dentro de um cartaz dominado por headliners globais, foi uma estreia funcional e bem lida.
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