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Club Social Snack dá luz a quem fez e faz dos bailes lugar dos sons de quebrada

O baile funk Submundo 808 (@tonyalvves)

O baile funk Submundo 808 (@tonyalvves)

Tudo começou quando um jovem Osvaldo Pereira, em 1959, decidiu investir na compra de uma vitrola suíça Thorens — com desconto conquistado graças ao seu trabalho como técnico montador de hi-fis — em vez de uma bicicleta. Junto com seus LPs importados e nacionais, ele deu início aos primeiros bailes de música mecânica em São Paulo, rompendo as barreiras que limitavam às elites o acesso à música e à dança. Sua “Orquestra Invisível Let’s Dance”, composta por ele, sua vitrola e dois ajudantes, não apenas popularizou o acesso à cultura musical, mas democratizou os salões, abrindo espaço para a classe operária e a população negra, que dali em diante escreveriam suas próprias histórias em pistas de dança por todo o Brasil.

Seu Osvaldo, hoje com 91 anos e ainda residindo na Vila Guilherme, em São Paulo, é um testemunho vivo desse legado. E se hoje temos a honra de mergulhar nessa história através desta edição especial da Billboard Brasil, apresentada por Club Social Snack, é porque sua ousadia permitiu que os sons das quebradas ecoassem cada vez mais alto.

Dessa semente germinaram as equipes de baile nas décadas de 1960 e 1970, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro, que por sua vez deram origem a movimentos culturais fundamentais: os bailes black, a ascensão do hip hop, a valorização dos discotecários e o surgimento do funk nacional, inicialmente através de discos trazidos do exterior e, posteriormente, com produções locais pioneiras como as de DJ Marlboro e sua MPC, presente do antropólogo Hermano Vianna em 1986.

Agora, após 66 anos de uma trajetória vibrante (desde os primeiros bailes de Seu Osvaldo em 1959), coroamos essa história com o protagonismo das mulheres — que vêm conquistando espaço em gêneros antes dominados por homens, como o rap e o funk. Na capa desta edição, seis grandes nomes do rap nacional, que estiveram no The Town 2025 — Karol Conká, Stefanie, Budah, Ajuliacosta, Duquesa e Ebony — posam em um ringue de boxe, em ensaio fotografado por ninguém menos que Mila Maluhy, pioneira na documentação visual do hip hop paulistano nos anos 1980. A metáfora do ringue não é por acaso: representa a luta, a resistência e a vitória que cada uma delas encarna em suas trajetórias.

DJ, a estrela da Submundo 808 (@juulios)
DJ, a estrela da Submundo 808 (@juulios)

É para dar palco e voz a essa energia transformadora que a Club Social Snack se fez presente mais uma vez no The Town. A marca, que iniciou essa conversa na primeira edição do festival, em 2023, aprofundou agora seu compromisso ao levar o Baile Submundo 808 como uma das grandes novidades da programação de 2025. Mais do que um simples show, foi uma experiência imersiva e autêntica: um baile completo com os principais DJs da cena, passinho e a batida pulsante do pancadão, tudo dentro do festival.

Esta iniciativa reflete a essência de Club Social Snack: uma marca que não apenas observa, mas participa ativamente da cultura, apoiando quem faz o corre diário e movimenta a cena com verdadeiro propósito. Não se trata apenas de entretenimento; trata-se de reconhecer e fortalecer a narrativa cultural das periferias, levando-a ao mainstream sem perder sua identidade.

Nesta edição especial, exploramos como uma marca pode ir da teoria à prática, criando pontes e oferecendo visibilidade real aos artistas e coletivos que são a alma da cultura de bailes. Club Social Snack compreende que o baile é o ponto de convergência de todos os sons de quebrada — e é exatamente isso que você encontrará nos textos a seguir. Uma leitura que é, acima de tudo, uma celebração.

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